segunda-feira, 9 de maio de 2011

Baile dos anos 80

Foi uma experiência agradável, pois fazia tempo que não participava de um baile. Além das pessoas, amigos e conhecidos que encontrei , resgatei uma série de valores que tinha vivido naquela época. Os anos 80 é uma época marcante para as coisas que acontecem hoje, principalmente relacionado a alguns temas preferido do brasileiro. Futebol por ex. A seleção de 82 incrível, fantástica tão boa ou melhor do que a de 70. Com a derrota dessa seleção tivemos que nos anos 90 jogar um futebol de resultado com aquela seleção burocrática para ganhar a copa de 94, é lógico que tinhamos o Romário. Na década de 80 o Brasil conheceu o seu maior ídolo de todos os tempos Airton Senna, com as suas vitórias a gente resgatava a auto estima e consequente amor pela pátria, foram  domingos maravilhosos que nunca esqueci, a sua morte em 94 foi como se tirasse alguem da minha familia é lógico da sua também. Outro fator marcante foi o Rock in Rio, não conhecia muito as bandas de rock ou pop rock, mas descobri que o Queen/Fred Mercury é algo  esplendoroso, fantástico insubstituível. A minha entrada na faculdade, me fez conhecer valores até então nunca pensado e experimentado, o movimento estudantil, a troca de experiências com outras culturas no 1º Seminário Internacional de Educação Popular realizado na UNIMEP, em 1983, tive contato com várias culturas,como  Nicarágua, El Salvador, Bolívia e outros países da América Latina, ai sim vi que a luta tinha que ser estratégica, gradativa e com muita paciência para mudar a ordem das coisas. Participei de alguns congressos da UNE, e com isso a política foi incorporada com os sonhos de mudanças que eu queria que acontecesse no nosso País. Na faculdade conheci  pessoas  incríveis, conscientes e politizadas (algum dia falo de todos elas, um capítulo a parte, tal a importância, não esqueço) . Meus ídolos me fizerem enxergar através de suas músicas e livros que o meu sentimento era/é pura emoção e que tinha que fazer pelo menos um pouco, para contribuir com o futuro das novas gerações, não  não fugi a luta e contribui, pouco mais contribui. No movimento das diretas em 84, não perdi a oportunidade de extravasar a minha indignação com a ordem das coisa e participei como um militante dedicado e crente que algo no futuro ia mudar e mudou. Lembro de uma reunião após a derrota da votação no congresso, que o combativo Deputado João Hermann, disse: toda vez que o LULA discursava, contra o regime militar e a favor das eleições direta para Presidente, dava vontade de enfiar o voto pela sua garganta, demorou... tivemos que esperar o novo milenio para eleger o nosso Presidente LULA. O regime caiu em 85 com a vitória de Tancredo, e ai a história seguiu, não nego a importância da eleição de Fernando Henrique em 94. Bom gente eu sou fã do Chico, e do Milton, mas o surgimento das bandas de "Brasília" e outras  - Paralamas e principalmente Legião Urbana foi um salto qualificativo na música, e ai é só curtir até hoje. Enfim voltando ao Baile dancei bastante e me confraternizei com alguns dos fatos marcantes daquela época, a musica THE WALL(1979) estourou na década 80 e algo que me fazia transcendenter. Tem outras coisas que aconteceram que podemos dizer  - se o Cruzado não deu certo e muito menos o Sarney, algo inspirou as gerações futuras para a construção de um país melhor - Aprendemos viver com os diferentes.  O fim da faculdade e a  minha inserção no mercado de trabalho acrescentaram valores que me fazem dizer que a década de 80 não foi a década perdida, foi a década que a geração dos filhos da ditadura, iniciaram sua revolução cultural e política, para que as liberdades de hoje tenham que serem respeitadas e a democracia cada vez mais ressaltada como um valor inexorável de todos nós.

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